Querido diário!
- A gente vai se ver amanhã?
Não, você sabe que só escrevo quando não há mais o que fazer. Quando se extrapola a vida, eu passo às letras, às palavras, às páginas.
- A gente vai se ver amanhã?
Idealizei que essa pergunta fosse o desejo de um reencontro, mas não foi. Por que perguntou? Não faço a mínima ideia. As pessoas falam o que as outras querem ouvir? Não temos a liberdade de dizer o que realmente somos?
Se as palavras são minhas, se o querer é meu, porque eu vou dizer o que o outro quer ouvir e não o que eu desejo expressar?
As palavras circulam nos lábios, como circulam no vento, vagueiam no espaço e brincam com o tempo. Completamente soltas e livres, mas tão completamente perdidas de si, que se desconfiguram e eu já não consigo mais codificar suas vogais e consoantes.
- A g e n t e v a i s e v e r a m a n h ã?
Acho que era isso, ou talvez...
- e A g e a s n t v r i e a ? v e m h n a ã
Agora ficou melhor, compreendi tudo, perfeitamente...
- A gente vai se ver amanhã?
Ah... E eu, simplesmente, respondi:
- S i l m, g e a m i !
Como se eu mesma acreditasse, como se ele próprio acreditasse que eu acreditava no que ele queria me fazer ouvir. Hoje, já consigo, com algum esforço, enxergar o embaraço das letras. No dia, devo confessar: li as palavras trocadas.
Oi.... coloquei lá no blog de Paulo (ospício)... mas acho que aqui nesta postagem tb cai bem... kkkk...
ResponderExcluir"E não podemos admitir que se impeça o livre desenvolvimento de um delírio, tão legítimo e lógico como qualquer outra série de idéias e atos humanos".
A magnânima frase é de Antonin Artaud em algum dos poucos momentos dele em plena capacidade de entendimento da realidade... :-)
Viva a blogosfera...
Oi... aguardando novas postagens... :-)
ResponderExcluircb
Estou catando tempo.... rsrsrsrs
ResponderExcluir