A imagem parecia uma obra de arte. O beija-flor estava bem ali na minha frente, provavelmente, vidrado no vermelho intenso da carteira que em minha mão chamava sua atenção. Romanticamente, acreditei na possibilidade de ser eu o atrativo do pássaro. Pobreza de minh´alma, o vôo encantador era, simplesmente, para uma cor. Tão rápido, num breve piscar de olhar, o beija-flor, na sua agilidade irrequieto, parou ali e eu, fotografei na minha íris a beleza da simplicidade da voluntariedade de seus movimentos.